Marcha da maconha é proibida em nove cidades
Depois de muita polêmica a marcha da maconha, comentada
De acordo com a atual lei de tóxicos, publicada no dia 24 de agosto de
Para discutir a condição atual da maconha, membros do Coletivo Marcha da Maconha decidiram organizar em 12 cidades do Brasil, debates e manifestações pela luta política contra a proibição da maconha, “O nosso posicionamento é buscar o diálogo com as autoridades. Estamos buscando um termo de ajustamento de conduta. Além de fomentar espaços de debate e congresso, a priori, em meio acadêmico”, diz um dos porta-vozes do Coletivo. O dia quatro de maio foi marcado pelas manifestações de luta contra a descriminalização das drogas. A marcha já ocorreu em 19 países, mas não foi em todo Brasil que teve espaço. Com um desfecho inesperado, foi proibida em nove cidades, entre elas: Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Rio (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP), e em todos os casos foi o Ministério Público Estadual que moveu o pedido de impedimento do evento sob o argumento de que ele faz apologia às drogas. “Essa proibição da marcha em Belo Horizonte e em mais nove cidades no Brasil não trouxe prejuízos apenas para o coletivo Marcha da Maconha Brasil, mas sim para toda a população que vai continuar desinformada em relação à maconha e os benefícios da legalização da mesma”, diz Baden Dias, um dos membros mineiro do coletivo.
Segundo a socióloga Juliana Code, a grande derrotada na proibição da Marcha da Maconha foi a liberdade. Não a de usar drogas, mas a de se manifestar. Juliana esclarece que não usa maconha nem outra droga. Mas adora a liberdade de expressão.
Em Belo Horizonte, uma das cidades em que ocorreu a proibição, o estudante Baden Dias, membro do Coletivo, disse que, “Nossa intenção nunca foi o incentivo ao uso, mas sim a legalização e a descriminalização. Queremos uma solução para o grande problema da maconha ser proibida e causar muitos problemas e prejuízos para população com essa proibição que é ineficaz e vem causando mortes com o trafico e prejuízos econômicos para nosso país”.Essa seria a primeira marcha em BH, que foi proibida, após o Desembargador Renato Martins Jacob, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, acatar a ordem do Ministério Público Estadual. Ainda segundo os membros do coletivo, a manifestação levaria ao público questões relacionadas à saúde pública, além de mostrar a ineficiência da lei e de algumas políticas sociais sobre drogas. Mesmo com a proibição algumas pessoas foram à praça da estação, local onde ocorreria o evento, uma dessas pessoas é Matheus Castro um estudante universitário revoltado com a legislação ultrapassada que existe no Brasil.
As discussões e propostas do Coletivo continuam, “Em 2009 haverá Marcha, acreditamos que essa proibição trouxe bastante divulgação e revolta, entendemos que, SOMENTE com o diálogo entre as partes, favoráveis e contrárias, é que se pode chegar a uma política pública de fato democrática e para todos”. Proibições ocorrerão, pois enquanto esse assunto não for discutido abertamente, não haverá diálogo.